Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

OS ANIMAIS QUE SE CONFUNDEM COM O SEU HABITAT

Mäyjo, 14.05.15

urso_a

O artista norueguês Andreas Lie modificou digitalmente fotografias de vários animais e do seu habitat e transformou-as numa única foto. O trabalho chegou agora ao agregador The Dodo e já foi elogiado por 1.700 seguidores do site no Facebook e partilhado por 350.

“Gosto de trabalhar com a natureza e animais porque estes, ao contrário dos humanos, são sempre fotogénicos”, explicou Lie ao The Dodo.

O autor tem 24 anos, vive e trabalha em Bergen, na Noruega. Todos os seus trabalhos podem ser compradosno site Society6.

ONDE SE CULTIVA MILHO TRANSGÉNICO EM PORTUGAL?

Mäyjo, 14.05.15

milho_SAPO

A Plataforma Transgénicos Fora disponibilizou o mapa com a identificação e localização dos campos onde se cultiva milho transgénico em Portugal – é a primeira vez, em 10 anos, que se conhece esta lista, completa com nomes, moradas e áreas de exploração agrícola para o milho transgénico.

Segundo a plataforma, o Ministério da Agricultura recolhe anualmente esta informação, desde que se iniciou o cultivo continuado de OGM (organismos geneticamente modificados), mas só “divulga dados muito incompletos e tem vedado o acesso do público às localizações exactas dos terrenos”. Assim, “foram precisas cinco acções em tribunal para obter os dados completos de 2005 até 2014”

No mapa agora divulgado é possível consultar, para os anos de 2013 e 2014, os nomes, moradas e áreas das explorações agrícolas que adoptaram o milho transgénico, entre outras informações. “Estes dados são fundamentais para a detecção precoce de eventuais problemas e é precisamente por isso que a legislação europeia e nacional prevê a sua divulgação”, explica a plataforma.

A vermelho, os concelhos onde se cultiva milho transgénico

No caso da saúde, continua a associação, “não pode excluir-se a possibilidade, por exemplo, de alergias ao pólen transgénico para quem viva em zonas circundantes”. “Uma publicação científica veio precisamente alertar para as alterações comportamentais em milho geneticamente modificado cultivado em diferentes condições, o que abre a porta a impactos locais diferenciados”.

Já em termos ambientais, não seria a primeira vez que se “encontrariam impactos negativos em espécies não alvo do ecossistema agrícola”. “Este aspecto é tanto mais importante quanto se sabe agora que a Monsanto, detentora da única autorização para cultivo de milho transgénico na União Europeia, não cumpre a legislação em vigor quanto à monitorização ecológica de risco, uma acusação recentemente publicada pela própria EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar”.

Recorde-se que Portugal tem votado a favor dos pedidos de introdução de novos transgénicos e, junto com a Espanha e República Checa, é dos únicos países onde ainda se cultivam transgénicos na UE.

IÉMEN SEM ENERGIA PARA PÔR HOSPITAIS A FUNCIONAR

Mäyjo, 14.05.15

hospital_SAPO

Se é fã da série televisiva The Walking Dead, passada num futuro pós-apocalíptico, sabe que os personagens passam muito do seu tempo à procura de mantimentos, combustíveis, equipamentos médicos e medicamentos que lhes permitam viver mais um dia.

No Iémen, este cenário não é ficção mas uma realidade bem presente. Que o diga Hamoud al-Jehafi, médico do Yareem Public Hospital da cidade de Ibb, no centro do país, e que passa pouquíssimo tempo com os seus pacientes. Segundo o Irin, a preocupação principal de al-Jehafi é encontrar combustível para manter as luzes do hospital ligadas. A tal ponto que não tem tido tempo para curar os seus pacientes.

“Há cinco dias que não temos energia no hospital e a petrolífera do Iémen diz-nos que só nos pode entregar mais dentro de dois dias”, explicou o médico. “Ando há muito tempo à procura de diesel para os frigoríficos”, concluiu.

Segundo o Irin, os médicos estão a operar pacientes às escuras e faltam medicamentos vitais para o funcionamento do hospital, que fica numa zona de guerra.

Nas últimas semanas, a eléctrica pública apenas forneceu algumas horas de electricidade por dia na capital, Sana’a (na foto), e muito menos nas outras cidades. A rede de telecomunicação do país também parará na próxima semana, devido à falta de combustível.

Há vários hospitais a fecharem os serviços, por falta de diesel para os seus geradores, e outros serão obrigados a fazê-lo nas próximas duas semanas. Em comunicado conjunto, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) e os Médicos Sem Fronteiras (MSF) explicaram que o sistema médico do país está dependente de medicamentos cuja entrada no país está bloqueada.

No hospital al-Gomhouri, na capital Sana’a, os combustíveis duram mais alguns dias. “Devido aos ataques aéreos, recebemos dezenas de feridos por dia. Estamos perante uma catástrofe de saúde iminente”, explicou Nasr al-Qadasi, presidente do hospital.

De acordo com o responsável, existem 45 pessoas que têm de fazer diálise todos os dias. Também a unidade de cuidado intensivo, as cirurgias, a incubadora e os frigoríficos do hospital precisam de combustível.

Foto: Franco Pecchio / Creative Commons

BRUNO: O CAIXOTE DO LIXO INTELIGENTE QUE FUNCIONA COMO ASPIRADOR

Mäyjo, 14.05.15

Bruno_Jan2015_010

O Bruno inteligente

EXPLORADOR CANADIANO DESCEU ATÉ À CRATERA DE GÁS DO TURQUEMENISTÃO

Mäyjo, 14.05.15

 cratera_b

Há uma luz que nunca se apaga

 

CAMPANHA SOS NATUREZA JUNTA 90 ONG EUROPEIAS NAS CRÍTICAS À COMISSÃO EUROPEIA

Mäyjo, 14.05.15

sosnatureza_a

É assim a nossa Europa

CALIFÓRNIA QUER REDUZIR 40% DAS EMISSÕES DE CO2 ATÉ 2030

Mäyjo, 14.05.15

california_SAPO

A Califórnia anunciou recentemente que irá reduzir parte das suas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 15 anos, lançando assim um desafio ao resto dos Estados Unidos no que concerne à gestão das alterações climáticas.

Na última semana, o governador do estado da Califórnia, Jerry Brown, emitiu uma ordem executiva na qual indica que o estado californiano deve reduzir as suas emissões para 40% abaixo dos níveis de 1990 até 2030. Apelidada pelo próprio governador como a redução de emissões mais agressiva imposta por qualquer governo no continente norte-americano até à data, o plano da Califórnia acaba por cumprir os objectivos da União Europeia ao nível da política climática.

E como vai a Califórnia reduzir as suas emissões até 2030? Segundo escreve o Inhabitat, o governo da Califórnia deverá impulsionar o papel das fontes renováveis até 50% durante o mesmo período estipulado para a redução das emissões. Tirar os carros mais poluentes das estradas e aumentar a eficiência energética dos edifícios está também contemplado no plano.

Embora o plano da Califórnia seja bastante ambicioso, tendo em conta que é um estado norte-americano, a acção é bastante necessária. O estado está a atravessar o quarto ano de seca extrema, condição que está a pressionar a economia e a dificultar a vida dos residentes.

CONCENTRAÇÃO DE CO2 NA ATMOSFERA BATEU RECORDE EM MARÇO

Mäyjo, 14.05.15

co2_SAPO

A concentração média mundial mensal do dióxido de carbono (CO2) ultrapassou pela primeira vez o patamar das 400 partes por milhão (ppm) no último mês de Março, voltando a bater mais um recorde, anunciou recentemente a agência norte-americana para os Oceanos e Atmosfera (NOAA, sigla em inglês), que sublinha que este é mais um sinal evidente do aquecimento global.

A concentração de CO2 na atmosfera é medida em termos de ppm, isto é, a quantidade de moléculas de CO2 que existe por milhão de moléculas de ar seco, depois de o vapor de água ser removido.

“Eu, e muitos outros cientistas, estamos a ficar preocupados. Vemos que os esforços que estão a ser feitos não são suficientes. Não vemos vontade política ou liderança para tratar desta questão”, afirma James Butler, director da divisão de monitorização global da NOAA, cita o Guardian.

A concentração de CO2 na atmosfera verificada em Março é a mais elevada desde que os cientistas da NOAA começaram a monitorizar a concentração em 1957. As estações de medição da agência haviam já sinalizado a ultrapassagem das 400 ppm no Árctico, na primavera de 2012, e no Havai, em 2013. Porém, nunca havia sido registado o patamar das 400 ppm no conjunto médio mundial.

De acordo com James Butler, “seria necessário eliminar cerca de 80% das emissões de CO2 provenientes da combustão de combustíveis fósseis para realmente travar o aumento de CO2 na atmosfera”. O investigador alerta ainda que “as concentrações de CO2 não vão começar a diminuir antes de reduções mais drásticas do CO2 e, mesmo depois, a diminuição das concentrações vai ser lenta”.

Os dados da NOAA revelam com efeito que a taxa média de aumento das concentrações de CO2 na atmosfera tem sido de 2,25 ppm por ano de 2012 a 2014, ou seja, o nível mais elevado alguma vez registado em três anos consecutivos.

Foto: aaardvaark / Creative Commons

A ALDEIA MAIS INACESSÍVEL DA CHINA

Mäyjo, 14.05.15

china_a

A beleza de Guo Liang Cun

MAIOR PLATAFORMA DE GELO DA ANTÁRTIDA PODE SEPARAR-SE SEM AVISO

Mäyjo, 14.05.15

plataforma gelo_SAPO

As alterações climáticas estão a partir a maior plataforma de gelo da Antárctida, a plataforma Larsen C, e é possível que isso aconteça mais cedo do que se previa até agora, explicou hoje uma equipa de cientistas liderada por Paul Holland, do BAS (British Antarctic Survey).

“Sabemos que existem dois processos diferentes que estão a levar que [a plataforma] Larsen C fique mais fina e pouco estável. Se esta vasta plataforma de gelo colapsar, os glaciares atrás dela seguirão mais rapidamente para o mar. O que contribuirá para o aumento do nível do mar”, explicou Holland.

Até agora prevista para daqui a um século, a perda da plataforma Larsen C poderá acontecer mais cedo, uma vez que, avisa o estudo, ela já está a derreter-se por cima e baixo. Quando isso acontecer, o nível médio do mar subirá mais de 82 centímetros e causará tempestades, contaminação de águas subterrâneas pelo sal, inundações e perda de terrenos agrícolas.

Larsen C é a quarta maior plataforma de gelo do mundo, cobrindo cerca de 55.000 quilómetros quadrados, quase o dobro do tamanho da Bélgica. Nas últimas décadas, duas outras plataformas – Larsen A e Larsen B (na foto) – já colapsaram. A primeira em 1995 e a segunda em 2002. O colapso da plataforma de Larsen B, aliás, foi um evento sem precedentes desde a Idade do Gelo, há 12.000 anos.

Publicado no jornal The Cryosphere, o estudo combinou a análise de dados de medições por satélite e oito pesquisas de radar durante 15 anos, de 1998 a 2012. O relatório descobriu que a plataforma Larsen C perdeu, em média, quatro metros de gelo durante este período, tendo decrescido cerca de um metro para a superfície.

“O colapso [da plataforma Larsen C] poderá ocorrer dentro de um século, talvez mais cedo e sem aviso”, explica o BAS.

Foto: NASA Goddard Space Flight Center / Creative Commons

CHINA: UMA URBANIZAÇÃO PLANEADA PARA NÃO ESTRAGAR O CENÁRIO NATURAL EXTERIOR

Mäyjo, 14.05.15

dali_a

Construção sustentável made in China

Pós-temporal: Zona Costeira necessita de intervenções urgentes que obtenham resultados a longo prazo

Mäyjo, 14.05.15

Quercus – Assoc. Nac. de Conservação da Natureza (10-01-2014)

O recente temporal veio colocar à vista de todos os erros e as omissões das políticas públicas que, ao longo de décadas, contribuíram para que cerca de 40% do litoral esteja muito ameaçado pela erosão*, colocando em risco pessoas e bens, uma situação que obrigará os contribuintes a novos esforços financeiros que poderiam ser evitados.

É hoje consensual que a subida do nível médio do mar e a modificação no regime de agitação marítima, bem como o aumento de frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos como tempestades, serão das consequências mais significativas das alterações climáticas sobre a zona costeira. Os impactes refletir-se-ão também no balanço sedimentar e na intensidade da erosão, causando inundações  ou mesmo a destruição de áreas urbanas litorais. Só com a definição de uma nova política pública, que não se limite a soluções paliativas destinadas a agradar às populações locais e aos agentes económicos será possível dar uma resposta adequada aos problemas.

Para aumentar a resiliência costeira e mitigar os efeitos sobre o litoral é necessário que haja localmente disponibilidade de sedimentos e espaço para que os processos costeiros ocorram naturalmente. O problema reside no facto de ser insuficiente o aporte de sedimentos trazidos pelos rios (redução essa provocada por atividades como a construção de barragens, a extração de inertes ou as dragagens, atividades estas muitas vezes indevidamente licenciadas) e de ao longo do tempo se ter urbanizado a zona litoral, nomeadamente zonas dunares e sensíveis com construções desordenadas, muitas delas ilegais, que tornam todas estas áreas mais suscetíveis à erosão. As respostas tradicionais dos poderes públicos às situações mais delicadas tem sido a alimentação artificial de praias e dunas ou a instalação de esporões e quebra-mares, soluções com efeitos de curto prazo (2 a 5 anos) e com custos elevados a longo prazo (entre 200 a 500 euros anuais por metro quadrado, envolvendo a instalação e a manutenção), as quais não têm sido avaliadas cuidadosamente.

Neste contexto, a Quercus exige uma rápida concretização da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, adotada em abril de 2010, que tem de passar à prática após as análises setoriais que foram feitas e divulgadas em outubro de 2013. Mais ainda, e em consonância com as recomendações de diversos projetos europeus, entre os quais o Eurosion, uma nova geração de políticas públicas se concentre no aumento da resiliência costeira, através da aplicação das seguintes medidas:

•    Restabelecimento do balanço sedimentar e do espaço necessário para que os processos costeiros ocorram naturalmente, assente na implementação de planos de gestão dos sedimentos costeiros;
•    Implementação de um programa imediato de deslocalização de pessoas e bens para áreas mais interiores, indemnizando os cidadãos afetados, dando prioridade às áreas mais suscetíveis ao risco;
•    Integração dos custos da erosão costeira e dos riscos no planeamento e em todas decisões de investimento públicas ou privadas, sujeitando-as a uma avaliação de impacte ambiental séria, situação que não tem acontecido em relação à construções de novas barragens, como as da Cascata do Tâmega, Tua, Sabor, Ribeiradio-Ermida (no rio Vouga) ou, mais recentemente, Girabolhos (no rio Mondego);
•    Elaboração de mapas de risco a uma escala adequada e reforço do conhecimento científico sobre os processos costeiros e sobre os efeitos das alterações climáticas sobre o litoral, envolvendo a comunidade científica.

 

 *Cálculos efectuados pela Quercus com base em cartografia do projecto europeu EUROSION, obtida junto da Agência Europeia do Ambiente

PROJECTO PORTUGUÊS PODERÁ REVOLUCIONAR SECTOR DAS PESCAS

Mäyjo, 14.05.15

Projecto português poderá revolucionar sector das pescas (com VÍDEO)

Um projeto português, liderado pelos estaleiros de Vila Real de Santo António, pretende aproveitar o calor dos motores dos navios para gerar electricidade. A ideia chama-se Eco-Cooler, destina-se a embarcações de pesca até 18 metros e permite manter o pescado fresco com o mínimo de riscos para o ambiente.

“Utilizando um sistema de refrigeração por absorção, o calor que é libertado pelos gases de escape dos motores dos navios pode ser um meio de funcionamento para o sistema de refrigeração”, explicou ao Economia Verde Paulo Chaves, engenheiro do INOV.

Essa reutilização dos gases de escape, que eram, até agora, dispensáveis, permite aumentar a eficiência energética do sistema de refrigeração. Uma solução inteligente, criada pela Nautiber e que será implementada, nesta fase, num único navio. A INOV é responsável pelo sistema que controla e monitoriza todo o processo de sistema de refrigeração, para garantir que ele funciona nas melhores condições.

Depois de testado e controlado, o sistema poderá ser adquirido por outras embarcações. Numa primeira fase, ele destina-se ao mercado português. Mais tarde, será exportado.

Depois do projecto piloto ser validado, seguir-se à sua massificação – estamos a falar de algumas centenas de instalações. Se tudo correr como esperado, o Eco-Cooler poderá revolucionar o sector das pescas.

A inovação está a ser apoiada pelo Fórum Empresarial da Economia do Mar e tem um orçamento global de €580 mil. Veja o episódio 235 do Economia Verde.

Foto:  martinwcox / Creative Commons